Animal de estimação - Ter ou não ter:

70% do desenvolvimento infantil principalmente nos primeiros 3 anos  depende de fatores externos, como  brincadeiras, exercícios e atividades, e a convivência com animais de estimação oferece estímulos para habilidades motoras, cognitivas, sociais  e diminui problemas emocionais

Benefícios físicos do animal de estimação:

Crianças que convivem com animais de estimação tem maior desenvolvimento motor, pois  a interação com o animal incentiva-a a  engatinhar, correr, subir e descer escadas, equilibrar-se etc

Benefícios psicológicos do animal de estimação:

Conviver com animal de estimação leva a o desenvolvimento de um vínculo entre o animal e a criança. É  o companheiro, o amigo da criança.

A criança se sente amada, querida importante o que é util na formação da auto estima.

Cuidar do animal, faz com que a criança se sinta  competente, responsável.

Benefícios sociais do animal de estimação:

Quando uma criança convive com algum animal de estimação, ela aprende a fazer a leitura corporal que é um elemento fundamental para a empatia (capacidade de compreender o sentimento ou a reação do outro). A criança aprende a ver o próximo com mais facilidade, como alguém com característica e sentimento diferente da sua. Essa aprendizagem ajuda a criança não olhar apenas pra si mesmo e com isso não ser egoísta. A compreensão dessa diferença faz dela um ser humano mais sociável, com uma personalidade sadia e com uma ótima interação social.

O animalzinho também pode servir como forma de comunicação, pois, favorece a aproximação entre pessoas fazendo assim elas conversarem de assuntos diversos.

As crianças mais tímidas podem ser mais beneficiadas pelo bichinho de estimação. Em situações novas com pessoas desconhecidas, tendem a se fechar. A presença do animalzinho reduz a ansiedade do ambiente e tira o foco de atenção da criança. Ao se sentir mais relaxada e segura, suas chances de se relacionar com os outros aumentam significativamente.

Benefícios cognitivos do animal de estimação

O desenvolvimento cognitivo é o processo de adquirir conhecimentos como: pensamento, linguagem, raciocínio, memória, atenção, percepção e imaginação.

É nessa área do desenvolvimento que a criança percebe o ambiente externo em que vive e que nos relacionamos. Para adquirir esses conhecimentos não há segredo, somente aprender.

O desenvolvimento cognitivo da criança passa por fases. A passagem de uma fase para a outra depende dos estímulos que a criança recebeu e pela reação da própria criança sobre esse novo conhecimento.

Se os pais enxergarem no animal de estimação um instrumento facilitador para a aprendizagem de seus filhos, eles terão um grande aliado. Um animal de estimação tem o “poder” de despertar o interesse e o prazer pelo conhecimento na criança. Por si mesmo, o animal representa um elemento motivador.

Pesquisas mostram que as crianças que interagem, constantemente, com os animais apresentam maior desenvolvimento cognitivo, obtêm pontuação maior em testes de QI (Quociente de Inteligência) e melhoraram o rendimento na leitura, ao longo do tempo.

Os bichinhos de estimação também ajudam na criatividade. Eles são excelentes para o desenvolvimento dos pequenos “criadores”, pois, nunca estão ocupados para admirar um novo trabalho, e cultivar a curiosidade, a imaginação e a fantasia da criança.

Todos os benefícios são excelentes e tentadores, porém, antes de ter um bichinho, Cuidado!!!

Ter um animal de estimação requer muito compromisso. O animal não deve ser tratado como um brinquedo, aquele que serve para algumas horas e depois é largado em um canto qualquer. Nem tudo será um mar de rosas na convivência com o animal, mas os pais devem aproveitar justamente estes momentos para a educação dos filhos.

A criança na maioria das vezes vai amar estar ao lado do animal, mas também haverá situações em que ele poderá sentir raiva ou se sentir frustrado. Isso pode ocorrer no caso do bichinho não o obedecer, fazer xixi fora do lugar ou morder suas coisas. Provavelmente, a primeira reação da criança será querer bater ou gritar. É aí que os adultos devem interceder e explicar que o animal não sabe o que está fazendo e orientar a criança de forma a aprender a lidar com ele com respeito e dedicação.

Fonte: Pediatra On line

Assista ao vídeo abaixo: